terça-feira, 30 de novembro de 2010

Coelha ou cangurú?

No dia 19 de agosto eu vi no GNT um programa chamado Pet.Doc que falava sobre outros animais de estimação, fora os habituais cães e gatos. Eu sou apaixonada por cachorros, muito mesmo, mas também por ratos (ratos mesmo, não hamster) e agora por coelhos.
Nunca havia cogitado a possibilidade de um dia ter uma coelha. Mas depois do tal programa eu fiquei encantada com a idéia. Então comecei a procurar informação na net sobre raças e tal. Foi então que descobri os mini coelhos. Ahhhh os mini coelhos... Lindos demais!
Depois de muito buscar acabei encontrando o anúncio da Raquel, uma criadora de mini coelhos que mora aqui bem pertinho de casa.
Então numa noite chuvosa de domingo, dia 21 de agosto, eu liguei pra Raquel e alguns minutos depois estávamos nos encontrando na porta de um shopping aqui do Rio. Ela levou 3 filhotes. Um mais lindo do que o outro... 2 fêmeas e 1 macho. A que ela me deu para segurar era linda, exatamente da cor que eu queria. Um caramelo indescritível... O macho, que ficou na caixa, era branco. A que ficou na mão dela era branca e cinza. Ficou me olhando com aqueles olhos redondos, negros e tão doces... Acho que se ela pudesse falar me diria "me leva, por favor!". Eu não resisti àquela coelha de olhos doces e orelha caída. Eu a peguei e a trouxe comigo.
No caminho de volta pra casa ficava olhando pra ela e tentava decidir que nome dar. Eu já tive 2 cachorros. Um era vira lata que se chamava Tobi (eu sei, horrível. mas ele já veio com nome) e o Neném (ganhei numa rifa (!!!) e Tb já veio com nome), que atendia por qualquer nome que eu lhe chamava, um poodle maravilhoso, que foi embora no dia 23/11/2006 e que me faz uma falta absurda.
Fora os cachorros, eu já tive 2 hamsters, o Peteleco e a Mel; e 1 rato que se chamavaHumberto. Apesar de adorar ratos, decidi que não teria mais nenhum. A vida deles é muito curta.
Cheguei em casa com a coelha e ela foi a sensação. Aliás, ela ainda é a sensação. Ela tinha apenas 1 mês. Era tão pequenininha, tão indefesa, o olhar era tão doce, o pelo tão macio que não dava vontade de colocá-la no chão.
Hora de dormir e só então me passou pela cabeça onde é que eu iria colocar aquele bichinho. Arrumei uma caixa de papelão enorme, forrei com um edredon bem macio, coloquei água, comida e pronto, fui pra cama.
Fui pra cama, mas não dormi um segundo! Aquele bichinho doce, fofo, de olhos redondos e orelha caída não parava de... PULAR!
No dia seguinte, quando cheguei em casa, minha mãe me disse que a coelha, que ela insistia em chamar de canguru, não ficava dentro da caixa de jeito nenhum. Que conseguia pular para fora do alto dos seus 10 cm.
Naquela noite passei a arrumar a cama da coelha dentro do boxe do banheiro. Desse jeito ela me deixaria dormir e eu não ia precisar me preocupar que a qualquer segunda poderia cair de cabeça e morrer.
No terceiro dia eu consegui achar um nome que combinava com ela... Júlia.  Descobri um pouco depois que Júlia deriva do latim e significa cheia de energia. Perfeito, né?
Hoje a Júlia tem 2 meses e um pouquinho, já caiu de cabeça em um de seus pulos acrobáticos, já roeu 1 porta retrato, todas as minhas havaianas, o fio do telefone do meu quarto, o fio do telefone da sala, 2 sandálias, o fio da iluminação do aquário (não morreu eletrocutada pq não era a hora dela), partiu o fio do microfone aqui do PC e hoje quase se matou. Cheguei na varanda e ela estava em cima do aquário, que fica em cima de uma mesa super alta. Essa mesa fica praticamente encostada no muro da varanda, onde embaixo, fica o Pit um pit bull gigante.
Quando vi a cena só consegui exclamar um ai meu Deus! E corri pra pegar essa coelha maluca. Ela estava com tanto medo que nem se mexia...
Acho que processarei a menina do documentário, a mãe do Bolota. Ela disse que coelhos nem davam trabalho, que não faziam nada. Que eram perfeitos pq não cobravam muita atenção e nem faziam estripulias e que com isso podíamos sair pra trabalhar despreocupadas.
Preciso apresentar a Júlia à ela.
Agora me diz... se você se deparasse com essa fofura, você também não se renderia?

   

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